Cap. 15 - Anos 1970

 

A loja continua a crescer na década de 70, atuando em segmentos diferentes a Irmãos Rayes tinha grandes concorrentes especializados em cada um deles.

Para alcançar maior eficácia então entre 1972 e 1973 a loja foi liquidando os segmentos de brinquedos e plásticos, perfumaria, meias e malhas e centrou os negócios em alto atacado de armarinhos em geral.

Apesar do segmento de armarinhos ter menor valor agregado o faturamento aumentou entre 1974 a 1978 graças ao foco em grandes clientes.

A partir dos anos 70 a Irmãos Rayes foi, senão o maior, um dos maiores distribuidores das Rendas Filó no Brasil e também distribuía em grande quantidade bordados em algodão da Arp e artigos da YPU.

 

 

 

 

Rua Cavalheiro Basílio Jafet anos 1970

 

Rua 25 de Março anos 1970

 

Rua 25 de Março anos 1970

 

 

Colaboradores:

SEBASTIÃO DO ROSÁRIO

Sebastião foi outro grande vendedor na história da Irmãos Rayes, natural de Palmeiral/MG, começou a trabalhar na empresa em 1/11/68 como estoquista, rápido, dinâmico e comunicativo em 1970 foi promovido para balconista conquistava novos clientes com facilidade e era um hábil negociador. Trabalhou com a família Rayes até 2008, faleceu em 22/06/2016 aos 73 anos de idade, em São Paulo/SP, grande amigo e colaborador que deixou saudades.

 

Rachad Joumblat

Rachad nasceu no Egito em 1927, chegou ao Brasil em 1958 e começou a trabalhar na Irmãos Rayes em 1970 como conferente cargo que exerceu até 2002.

Excelente funcionário, rápido e hábil em cálculos matemáticos, competente na sua função era uma pessoa divertida e sorridente.

Faleceu em 2006 em São Paulo/SP.

 

JOSÉ ELEUTÉRIO FILHO

Natural de Junqueiro/AL José começou a trabalhar na Irmãos Rayes em 1976, foi apresentado pela sua esposa Odete que trabalhava na residência do Mansur, iniciou como arrumador depois estoquista e hoje 39 anos de trabalho exerce o cargo de balconista na Comercial Rayes (Rayes Com e imp. De armarinhos ltda.).

 

 

Fornecedores:

Linhas Bonfio SA

Empresa da família Bonduki, começou em 1941 como distribuidora de fios na região das 25 de marco em 2005 em uma joint venture com a empresa norte americana American & Efird (A&E) passa a se chamar Linhas Bonfio S/A, tem quatro fabricas e 350 colaboradores.

 

Linhas Circulo

Fundada em 1938 a empresa tem um parque fabril de 35.000m2 e cerca de 1200 colaboradores diretos.

Em 1948 lançou um dos seus maiores sucessos as linhas para crochê Anne e Cléa.

 

E as três grandes de Nova Friburgo:

Arp

Fundada pelo imigrante alemão Conselheiro Peter Julius Ferdinand Arp em 11/06/1911, em Nova Friburgo/RJ, a Arp foi durante muito tempo líder no segmento de bordados no Brasil.

No seu centenário a empresa era dirigida pela quinta geração da família Arp.

Encerrou suas atividades em 2012.

 

 

FilÓ

Fundada em 1925 pelo alemão Carl Ernst Otto Siems em Nova Friburgo/RJ, a Filó foi durante muito tempo líder absoluta em rendas de nylon.

Comercializada em rolos de 50 e 100 metros em várias cores e padrões as Rendas Filó era referência neste segmento.

A empresa foi vendida para o grupo Triumph Internacional em 1968 e encerrou suas atividades em 2010.

 

Cateb & Cateb Ltda

Indústria brasileira situada na capital paulista fabricante de fitas métricas a Cateb foi uma das mais tradicionais fábricas deste segmento.

 

 

Ypu

Fundada em 1912 na cidade de Nova Friburgo/RJ pelo alemão Maximiliano Falck sob a razão social de M. Falck & Cia. Com apenas 12 funcionários, a partir de 1920 começou a produzir uma gama diversa de produtos, trançadeira, braçadeiras, ligas, elásticos, cintos, passamanaria etc.

Em 1954 adota a marca YPU e transforma-se em uma referência em produtos de couro.

Após a morte de Falck em 1944 a empresa foi dirigida por Antonio Polkstaller e Max Cliff chegando ao seu apogeu em 1980 contar com cerca de 1.400 funcionários.

Depois entra em derrocada sendo vendida em 1986 para o grupo carioca Sayonara que dispensou funcionários e paralisou a produção em dificuldades financeiras entrou em recuperação judicial (concordata na época) e teve falência decretada deixando grande passivo trabalhista entre outras dívidas.

NOVOS NEGÓCIOS

LOTEAMENTOS

Atentos aos negócios os irmãos resolveram diversificar os investimentos buscando negócios promissores a longo prazo.

Investiram em loteamentos na região da capital federal onde população estava em crescimento, adquiriram uma grande área entre Brasília/DF e Luziânia/GO, antiga fazenda “Saia Velha” a área foi dividida dando origem ao loteamento Parque Esplanada, os irmãos adquiriram praticamente quase a totalidade das quadras do Parque Esplanada II e III e em sociedade com o amigo Alberto Gammal adquiriram o Parque Esplanada I.

Entre glebas, lotes e terrenos na região de Brasília/DF e Luziânia/GO os irmãos adquiriram e negociaram mais de 2.100.000 m² (dois milhões e cem mil metros quadrados).

Alberto que morava no bairro do Leblon no Rio de Janeiro começou lotear e vender suas glebas nesta época.

 

 

 

 

IMÓVEIS COMERCIAIS

A morte precoce do Diamil em 1972 foi um alerta para os irmãos no que diz respeito a segurança financeira da família, com filhos pequenos na época e com investimento a longo prazo alocado nos loteamentos de Brasília, resolveram investir em negócios com geração de renda imediata, valorização contínua a longo prazo com solidez (“bem de raiz”): a compra e aluguel de imóveis comerciais, nos anos 70 os irmãos adquiriram três imóveis na região da 25 de Março, dois na Rua Barão de Duprat e um na Rua Cavalheiro Basílio Jafet.

 

Fazenda

Em 1973, Mansur e Nassif resolveram investir em outro negócio, agropecuária, compraram a Fazenda Beira Rio em Jacutinga/MG e uma casa no centro da cidade.

A 13 km do centro de Jacutinga/MG pela estrada Jacutinga/Espírito Santo do Pinhal, ficava a Fazenda Beira Rio, o nome era devido ao rio Mogi Guaçu que cortava parte da propriedade.

Impossível passar direto sem parar para olhar e ate fotografar, Mansur e Nassif eram caprichosos a entrada da Fazenda chamava atenção, antes mesmo da entrada a propriedade já chamava a atenção,havia um grande rebanho de ovinos,o que era raro naquela época pela região.

Festas, churrascos, reuniões, muitas comemorações foram realizadas na fazenda ao som de duplas sertanejas da região misturada com musica árabe.

Gado e café eram as principais fontes de renda da fazenda, para trabalhar neste mercado que tinham conhecimentos básicos contaram com dois grandes professores, o sogro José Eugênio que alem de farmacêutico era também fazendeiro e de um grande amigo e vizinho da casa que ficava na Rua Santo Antênio, o Pedro Rubim. Pedro de tradicional família mineira, era um grande cafeicultor e pecuarista, excelente pessoa, estava sempre com os Irmãos Mansur e Nassif, orientava na compra de gado, na venda do café e na procura por novas terras também, foi um grande amigo.

 

 

 

 

 

Mansur na fazenda em 1975

 

Nassif e os filhos Marcelo e Ronaldo em Jacutinga/MG 1975

 

Os irmãos tinham plano de expansão neste ramo, em 1979 estavam negociando a compra de mais duas propriedades, uma seria exclusivamente para cafeicultura a outra para criação de gado, a administração ficaria na Beira Rio onde estava prevista a construção de uma área de lazer para a família, um haras, e a instalação de um laticínio e até um alambique.

Nova atividade:

Entre 1977 a 1980 Elias foi tesoureiro e diretor do sindicato de tecidos e armarinhos do estado de São Paulo.

Entre 1980 a 1983 Elias foi suplente cargo que dividia com os irmãos Dib: Feiad e Salvador Dib fundadores do Depósito de Meias São Jorge, hoje o maior distribuidor de meias e moda íntima do país.

Também no sindicato Elias conheceu o amigo Alfredo Narchi empreendedor Alfredo foi um dos grandes empresários da região da 25 de Março além de atuar em outros negócios com sucesso.

 

 

 

 

 

 

Uma das muitas atas de reunião assinadas por Elias Rayes

Atualizado em 20/08/2018

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